quinta-feira, 18 julho 2024
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Venezuelanos em Roraima reflete o que é fugir do socialismo

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Populações inteiras de venezuelanos fugindo de regimes tirânicos sustentados em uma ideologia nefasta que recebe o apoio de “intelectuais” que estão distante do sofrimento dessas pessoas. Todos estes intelectuais estão confortáveis em seus gabinetes e em países que desfrutam, bem ou mal, de uma democracia.

Esta é a situação dos venezuelanos que buscam se libertar das garras do desgoverno de Nicolas Maduro.

Não é um fato inédito na História. Já aconteceu em todos os países que aderiram ao socialismo e ao comunismo. Todos esses regimes encontraram apoio em uma intelectualidade orgânica ou em líderes populistas, como ocorreu com a URSS e como ocorre com Cuba. Somente quem sofre na pele é que realmente consegue dimensionar a tragédia.

Em Roraima, centenas de venezuelanos estão em situação deprimente na busca por dias melhores. Houve uma verdadeira operação envolvendo mais de 500 imigrantes que moram em um abrigo no bairro Tancredo Neves, na cidade de Boa Vista. Eles foram deslocados para o ginásio Tancredo Neves, vizinho ao estádio onde estavam, para que possa ser feita a higienização e organização do espaço.

O governo federal mobilizou uma força-tarefa humanitária para garantir o mínimo aos imigrantes que há seis meses se encontram abrigados em condições insalubres. É que se esperava abrigar 400 pessoas, mas o espaço acabou com cerca de mil moradores.

As condições precárias e o excesso de pessoas fizeram com que o lugar virasse uma favela dentro do abrigo. Havia esgoto estourado em meio aos barracos, insegurança, registros de violência e até consumo de drogas.

A maioria dos venezuelanos afirma que, mesmo diante das condições que encontraram, decidiu ficar porque vem ao Brasil atrás de comida e trabalho para tentar ajudar as famílias que ficaram na Venezuela.

Eis a face real do socialismo.

Nos últimos quatro anos, mais de 168 mil venezuelanos pediram refúgio à Polícia Federal. Por dia, estima-se que 450 imigrantes cruzem as fronteiras do país. Em Roraima são 68 mil. Na capital Boa Vista, são 32 mil venezuelanos, conforme dados da Prefeitura Municipal.

O principal motivo da fuga: fome. Uma caracterísitca comum aos regimes socialistas-comunistas do século XX. Foi assim na Ucrânia em outras localidades. A Grande Fome de Mao é uma das tragédias do comunismo, como registra o historiador Frank Dikotter.

Além da fome, os venezuelanos reclamam da falta de remédios e da inflação de 700% que é registrada no país. Na cidade, os venezuelanos estão nas ruas com cartazes pedindo emprego e alguns até dormem nas praças. Os abrigos ofertados pelo governo estão superlotado há meses.

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