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Aluna é vítima de racismo e gordofobia em jogo de queimada na escola

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A família de uma adolescente de 15 anos estudante do 9º ano do Colégio Pódion, na 713 Sul, denunciou um caso de racismo e preconceito sofridos pela jovem durante um jogo de queimada na escola, em 19 de abril.

A ocorrência registrada pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) 1 detalha que a vítima praticava o esporte com colegas da mesma série, quando outra adolescente a ofendeu com xingamentos preconceituosos e racistas.

Na hora, a vítima não teria escutado as ofensas. No entanto, posteriormente, comentaram o assunto no grupo de WhatsApp de uma das turma do colégio, e a vítima descobriu ter sido chamada de “preta gorda”.

Por meio de nota, o Colégio Pódion se posicionou sobre o ocorrido. A instituição particular de ensino informou que não compactua com esses tipos de atitudes, que repudia toda forma de discriminação e que pugna pelo tratamento igualitário para todos os seres humanos.

“A direção da escola apurou o ocorrido, a fim de repreender com vigor quaisquer atos dessa natureza. Informamos, ainda, que as famílias dos estudantes envolvidos foram cientificadas dos fatos”, ressaltou a nota.

O pai da adolescente levou o caso à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e cobra por responsabilização dos autores das ofensas. Em uma publicação nas mídias sociais, o professor Jorge Cavalcante expôs o caso.

“Recentemente, minha filha foi vítima de preconceito dentro da escola onde estuda. Pedido de desculpa formal da escola? Nenhum”, desabafou.

Em vídeo gravado pelo professor, ele acrescentou que o preconceito que está enraizado na sociedade e que a falta de uma política para combater comportamentos assim nas escolas é o que mais assusta.

“É muito importante deixar claro que essa não foi a primeira vez que isso aconteceu no ambiente escolar e, se deixarmos, não vai ser a última. O próximo pode ser seu filho”, alertou o pai da vítima.

Assista ao vídeo:

Por meio de nota, o Ministério do Esporte também se manifestou sobre o ocorrido e destacou se tratar do segundo caso desse tipo em menos de um mês, no Distrito Federal.

Recentemente, em 3 de abril, um jogo de futsal entre estudantes de dois colégios particulares terminou com ofensas por preconceito racial e de classe. Um grupo de alunos do Colégio Galois chamou os da Escola Franciscana Nossa Senhora de Fátima de palavras e frases “macaco”, “filho de empregada” e “pobrinho”. A situação ocorreu durante o torneio da Liga das Escolas.

Leia na íntegra a nota do ministério:

“Pela segunda vez, em menos de um mês, a comunidade escolar de Brasília (DF) registra novo episódio que evidencia a importância do combate ao racismo e ao preconceito. Desta vez, a vítima foi uma aluna de uma escola particular, insultada enquanto participava de jogos interclasses da instituição. 

O Ministério do Esporte, uma vez mais, reitera o veemente repúdio a esse tipo de atitude. É inaceitável que episódios de discriminação racial persistam em nossa sociedade, especialmente em um ambiente tão importante para o desenvolvimento social e pessoal como o escolar.

O enfrentamento ao racismo e a promoção da igualdade racial são prioridades do Ministério do Esporte. Estamos em constante diálogo com organizações nacionais e internacionais para firmar parcerias que promovam ações educativas, preventivas e de combate ao racismo no esporte.

Expressamos nossa solidariedade à estudante e aos familiares dela, afetados por este lamentável episódio. Reforçamos nosso compromisso em trabalhar incansavelmente para erradicar o racismo e todas as formas de discriminação no esporte e na sociedade. Acompanharemos de perto a apuração dos fatos e das medidas legalmente cabíveis aos agressores.”

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