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O agro da China não quer mais falar português

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Os chineses são um dos principais compradores do agronegócio brasileiro, ficando com 71% das exportações de soja e 54% da carne bovina. Apesar dessa parceria, o seu plano de desenvolvimento recém-divulgado indicou que os rumos podem mudar de direção.
  • Na prática, o país elevou o nível de importância da segurança alimentar e quer reverter um déficit comercial agrícola de US$ 124 bilhões.
Mas como ela vai fazer isso? A gigante asiática está aplicando no campo a mesma estratégia que usou em outros setores, como o de carros elétricos: liberando grandes incentivos fiscais tanto para empresas como para consumidores.
O Brasil que se cuide… Nesse cenário, a economia brasileira perderia demanda de um dos seus maiores compradores e teria um dos motores da sua economia fortemente prejudicados. Para se ter ideia:
A projeção é que a demanda chinesa por importação de soja caia 25% até 2030, representando um corte de 23,5 milhões de toneladas.
Proteínas alternativas estão projetadas para atender de 35% a 55% da demanda doméstica chinesa por carne até 2050.
Por outro lado, a China reconhece que a autossuficiência completa é impossível pela escassez de terra e água, buscando com essa iniciativa uma dependência segura com maior diversificação e inovação.
(Imagem: Folha de S. Paulo)
Nesse novo cenário de crescimento e limitação, o agronegócio brasileiro ainda é considerado uma garantia de curto prazo, enquanto o agronegócio dos EUA — outro importante parceiro comercial da China — é visto como uma moeda de troca política.
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