- Publicidade - spot_img
HomeBrasíliaGDF suspende avaliação de autistas como PCDs para posse em concurso

GDF suspende avaliação de autistas como PCDs para posse em concurso

Date:

Related stories

Saiba quem tem direito e como vai funcionar o novo Desenrola

Lançado nesta segunda-feira (4), o programa de renegociação de...

IgesDF abre edital para aquisição de camas elétricas hospitalares

Empresas interessadas devem enviar propostas até 15 de maio...

Energia limpa supera gás nos Estados Unidos pela primeira vez

Dado divulgado pelo The Guardian mostra que a transição...

Após denúncias e derrotas judiciais, o Governo do Distrito Federal (GDF) suspendeu temporariamente todos os processos de reconhecimento de candidatos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com nível 1 de suporte, como pessoas com deficiência (PCDs) para o preenchimento de vagas de concursos públicos.

O Metrópoles noticiou casos de aprovados autistas não reconhecidos como PCDs. Em alguns casos, as nomeações foram canceladas. No entanto, a Justiça tem reconhecido a condição destas pessoas. Em fevereiro de 2024, por unanimidade, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) garantiu posse de um autista como PCD em concurso.

Segundo o ofício da Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (Subsaúde), da Secretaria de Planejamento, as avaliações de reconhecimento feitas pelas Juntas Médicas estão temporariamente suspensas, bem como as conclusões, até orientação legal de qual deve ser a forma de autuação no caso dos TEAs.

O documento ressaltou as recentes decisões judiciais desfavoráveis às avaliações das juntas médicas. O ofício também cita a “insegurança jurídica” da situação. O documento é especifico para os casos de candidatos autistas e não abrange outros transtornou ou diagnósticos para reconhecimento de servidor como PCD.

O que estava acontecendo

Candidatos com TEA nível suporte 1 se inscreveram nas vagas para PCDs em concursos do GDF. As bancas examinadoras reconheceram os laudos com os diagnósticos apresentados nos certames. Mas após a aprovação, as juntas médicas do GDF faziam uma nova avaliação e negavam o reconhecimento como PCDs.

Para o diretor-presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), o advogado Edilson Barbosa, a decisão do GDF é um passo importante para o respeito aos autistas e PCDs. A orientação da instituição diante de qualquer negativa de reconhecimento é a judicialização.

Não tem justificativa

“Finalmente, os técnicos que entendem do assunto do autismo compreenderam da ilegalidade que estavam fazendo. E certamente em curto prazo teremos a revogação da decisão de não considerar o autista como PCD. Qual era a justificativa para o não reconhecimento? Não tem justificativa porque a lei é clara”, afirmou.

Por hora, o ofício tem repercussão direta apenas para os autistas concursados aprovados. Mas para Barbosa, ainda é preciso avançar mais na preservação dos direitos dos PCDs. A exemplo da revisão do caso em que o DF ampliou jornada de mãe que pediu mais tempo para cuidar de filho PCD.

O TEA tem três níveis de suporte, 1, 2 e 3, conforme a dificuldade da pessoa para os afazeres da vida diária. Segundo Barbosa, a Lei Federal 12.764 de 2012 e o Estatuto da Pessoa com Deficiência reconhecem o autista com nível 1 de suporte como PCD.

Outro lado

O Metrópoles entrou em contato com o GDF sobre a questão. O espaço segue aberto para manifestações.

- Publicidade - spot_imgspot_img
- Publicidade - spot_imgspot_img
- Publicidade - spot_img
- Publicidade - spot_img

Últimas notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here