É até “normal” que autoridades investigadas tentem, nos dias atuais, acusar quem os acusa.

No início de dezembro de 2020, recebi uma grave denúncia contra a Subsecretaria de Tecnologia e Informação da Secretaria de Economia do Distrito Federal. A levei adiante e agora o secretário de Economia do DF, André Clemente, tenta me intimidar e difamar, mas não vai conseguir. Até porque, dentro do GDF, todos sabem que ele é o secretário que manda em tudo! Para Clemente, falar de denúncias sobre a SEE é crime de cyberstalking…

Em 2020, um amigo em comum me solicitou,  a pedido do secretário André Clemente, que investigasse as atitudes do secretário de Governo do DF,  José Humberto, que estaria exigindo recursos demais sem prestar atenção no orçamento, após receber a denúncia o procurei.

Marcamos um café no Parkshopping e lá, no dia 9 de dezembro de 2020, às 11h nos encontramos e  relatei a denúncia. Ele ficou preocupado com o caso e ficou de conversar com Clemente para que o empresário da empresa perseguida na SUTIC pudesse ser ouvido. Mas isso nunca aconteceu!

No dia 17 de dezembro de 2020, o amigo de Clemente,  desde o governo de José Roberto Arruda, me ligou:  “Acho que vocês tem que formalizar uma denúncia na Corregedoria e etc. Eu só não faria no seu Blog para não virar política”, afirmou.

Em 7 de janeiro de 2021, sem obter respostas da SEE, publiquei a matéria Chico e Léo. Na matéria, afirmei que “Chico e Léo são as pessoas que travam processos dentro da SUTIC a fim de favorecer uma determinada empresa do GDF, que na calada da noite assumiu uma série de processos dentro da subsecretaria, praticamente terceirizando-a, fazendo com que tudo gire em torno dela.

Este Chico (Francisco Lopes), é o mesmo que teve passagens meteóricas pelo STJ e INSS (foi presidente do INSS e exonerado do cargo no governo Temer após denúncia de ter firmado contrato com uma empresa de informática mesmo com parecer contrário) entre outros, sem esquentar cadeira porque quando descobriam de quem se tratava, o arrogante funcionário público de interesse privado era catapultado de sua cadeira deixando espaço para quem pretendia trabalhar em prol da sociedade como um todo e não por interesses, no mínimo, obscuros.”

No dia 12 de janeiro de 2021, o funcionário da Subsecretaria, Antônio Junior, chamou a empresa Digidata (que havia ganho uma licitação e que estava trabalhando normalmente até a entrada de Francisco Araújo na SEE), para pedir algumas integrações no Módulo 7, que já estava pronto, faltando apenas que a SUTIC homologasse. Essas integrações não estavam no escopo da etapa e atrasariam o processo em mais 20 dias. Não contente com a chacota, Antonio Junior disse ao empresário: “Faz isso aí e lá pelo dia 10 de fevereiro a gente autoriza você a emitir e lá pra março você recebe alguma coisa”…

O empresário Luiz Sérgio se sentiu achacado, pois venceu uma Licitação, prestou o serviço e não consegue receber até hoje! Novamente solicitei ao amigo de Clemente, no dia 14/1/21, que conversasse com o secretário  para que ele recebesse o empresário e o ouvisse sobre a dupla que estava criando dificuldades para vender facilidades na SUTIC. O amigo do secretário respondeu dizendo que já havia conversado com Clemente e que ele iria marcar. Neste mesmo dia avisei que Francisco Lopes e sua turma na SUTIC derrubariam Clemente. Desta data até hoje, o emissário não mais conversou comigo, nem Clemente me deu retorno.

Após muita insistência para tentar ser ouvido por Clemente, finalmente ele mandou que seu subsecretário, o delegado Maurílio de Moura, me ligasse e marcasse uma reunião. Fui lá, conversei com ele, mas de cara ele já estava com o discurso pronto, ao afirmar que a empresa não entregou o serviço, etc. Ele estava 100% alinhado com o pessoal do Francisco!

Mas como eu já estava com os documentos que provam o contrário, e que havia sim um conluio dentro da SUTIC no claro propósito de perseguir a empresa para torná-la inidônea para que fosse substituída por outra ligada ao grupo de Francisco, Maurílio finalmente  decidiu ouvir o empresário.

Ao final do encontro, Maurílio me disse ainda que a SEE havia ingressado contra mim na Delegacia de Crimes Cibernéticos por por causa da matéria “Chico e Léo”. Eu disse que não tinha problema porque eu estava com a verdade.  Só achei estranho, porque quem deveria ter entrado com reclamação contra mim na DCC deveriam ter sido Francisco e Leonardo, e não a Secretaria de Economia…

Dias depois fui ouvido por 5 minutos e me pediram que eu ignorasse aquela denúncia e que fosse ouvido como testemunha na DICOR (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado), porque estavam investigando denúncias sobre fatos na Secretaria de Economia. Fui ouvido na DICOR, apresentei nomes, relatei fatos e mostrei documentos. Também afirmei que estranhava o fato de André Clemente se cercar de delegados aposentados.

O detalhe que me chamou no dia em que fui ouvido na Delegacia de Crimes Cibernéticos, é que a queixa contra mim estava assinada pelo então chefe de gabinete de André Clemente,  um tal de Alexandre que posteriormente foi substituído por um delegado. A Secretaria de Economia ingressara com denúncia de difamação contra mim por causa da matéria Chico & Léo.

Em 2 de fevereiro de 2021, o Sr Sérgio desembarcou em Brasília e dirigiu-se ao Anexo do Buriti. Chegando lá, Maurílio o recebeu e levou junto a turma da Sutic – Adriano, Leonardo Moral, Antonio Junior, Adeilson, Symball, Rufino e Walmir. Com o empresário, estavam dois diretores: Aldo e Leonardo.

A conversa foi longa e dura, mas ao final marcaram uma videoconferência entre o pessoal da Sutic e a Digidata para dirimir as dúvidas e seguir adiante. Marcaram para a segunda-feira seguinte mas tiraram  Leonardo Morale e o Aldo desta reunião.

Mas o que irritou o dono da Digitada foi o fato de terem feito, na reunião do dia 2, uma Ata sem tê-lo avisado. Somente ao final da reunião apresentaram a Ata para que fosse assinada, e somente o  diretor da Digidata em Brasília assinou a mesma. Sérgio não viu a Ata porque estava atrasado e voltou às pressas ao aeroporto.

O detalhe é que a Ata foi feita pela única pessoa que estava visivelmente em desconformidade na reunião, Leonardo Morale. Ao enviar cópia da Ata ao empresário no dia seguinte, o mesmo verificou que estava totalmente equivocada, errada e manipulada, favorecendo só a SUTIC. Ata sem os nomes completos e omissão das denúncias feitas por ele contra membros da SUTIC. A empresa comunicou à SUTIC sobre o ocorrido.

Confira a contestação da Digitada sobre a Ata da reunião do dia 2/2/21: Ata 05-02-21. O fato é que após a reunião a situação só piorou para a empresa, numa perseguição implacável e vergonhosa.

Diante disso, publiquei em 19 de fevereiro a matéria sobre o homem que persegue empresa na SUTIC: Leonardo Morale. Após eu ter anunciado em primeira mão aqui que Francisco Lopes, ex-presidente do INSS exonerado do cargo por suspeitas de corrupção, o mesmo foi silenciosamente exonerado da SUTIC e assumiu o cargo de assessor de Clemente na SEE.

Quem assumiu o lugar de Francisco como Subsecretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Symball Rufino de Oliveira, mas quem manda (a pedido de Francisco) é Leonardo Morale, que têm criado todo tipo de dificuldade para a empresa desempenhar suas funções contratuais. Além de perseguir a empresa, a mesma não recebe o que lhe é devido, nem mesmo a taxa mínima mensal contratual. Morale pegou, por exemplo, a resposta de um ofício e o editou para atingir a empresa. Ele suprimiu do referido ofício o que não lhe interessava e colocou aquilo que lhe soava bem e ainda divulgou,  num claro gesto de má fé.

Morale ficou possesso quando soube que o dono da empresa procurou a Secretaria de Economia para ser ouvido pelo secretário Executivo de Planejamento, Maurílio de Moura Lima Rocha. No dia em que soube, chegou a ligar para a empresa dizendo que o “negócio” era com ele, e que “não adiantava procurar secretário nem subsecretário”…

Confira esses áudios que relatam parte da perseguição à empresa na SUTIC da Secretaria de Economia do Distrito Federal e que foram encaminhados ao subsecretário Maurílio, que comanda a SUTIC:

A Digitada teve de recorrer à Justiça, Polícia, Ministério Público e Ministério Público de Contas do Tribunal de Contas do Distrito Federal para tentar garantir seus direitos e denunciar os desmandos ocorridos dentro da SUTIC. O fato está sendo investigado e eu,  inclusive,  já fui ouvido.

Ao tomar conhecimento de que eu iria falar com a DICOR (Divisão de Combate ao Crime Organizado) o subsecretário de Planejamento, Maurilio de Moura, chegou a me ligar em fevereiro, pedindo encarecidamente para que eu não mencionasse o nome dele no depoimento à PCDF. Não teve jeito e tive de mencioná-lo sim.

Leonardo Morale e Antonio Junior são comissionados na SUTIC e foram admitidos no mesmo dia 29 de junho de 2020. Foram colocados por Francisco Lopes. Léo (Leonardo) é presidente da Comissão Executora e Antônio Junior é da Comissão de Implantação, mas deixou tudo nas mãos da Comissão e só participou de duas reuniões desde que foi contratado até a suspensão do contrato da Digitada em motivação alguma a não ser perseguição política.

Já em 29 de junho de 2021, a Polícia Federal identificou depósitos de propina nas contas bancários do então assessor de Clemente, Francisco  Lopes. Neste dia publiquei a matéria “E agora, Clemente?” PF identifica propina em conta de assessor de Clemente. Francisco Lopes foi exonerado mas sua equipe continuou na SUTIC.

Após a deflagração da Operação , o governador Ibaneis Rocha (MDB) mandou imediatamente exonerar Francisco Lopes conforme relatado em mais uma publicação, após operação da PF, André Clemente exonera Francisco Lopes.

Mais recentemente publiquei aqui Secretaria de Economia do DF reúne contratos milionários de TI onde levanto suspeitas sobre o volume de contratos com objetos semelhantes. Pedi ao Ministério Público que olhasse atentamente para tantos contratos milionários de TI em uma Secretaria cujo secretário é rodeado por delegados aposentados. Além disso, o MP precisa também verificar atentamente um contrato milionário da empresa CAST, do empresário José Calazans da Rocha, que chegou a ser acusado pelo Ministério Público Federal de fazer parte de um esquema em 2008, de pagamento de  propina a funcionários do Senado.

Segundo fontes,  o fiscal do contrato da Cast,  é oriundo da Secretaria de Saúde e está na Economia. E a mulher dele está contratada na… Cast!

A situação da empresa Novadata ficou tão difícil que o empresário pediu o cancelamento do contrato devido às perseguições sofridas na SUTIC. A farta documentação já foi encaminhada às autoridades competentes.

Na última sexta-feira (21), um repórter  me ligou dizendo que havia um inquérito sobre mim onde a Secretaria de Economia me acusa de perseguir servidores ( cyberstalking) . Afirmei que fui eu quem fez a denúncia e que tenho colaborado com as investigações. Mas não me surpreendi do fato desse assunto da Delegacia de Combate a Crimes Cibernéticos ter chegado tão rápido à redação de conhecido site patrocinado pela esquerda. Nem sequer  fui ouvido ainda sobre essa denúncia, mas estou em paz porque estou com a verdade e documentalmente abastecido.

Quanto à André Clemente, ele chegou a enviar emissário duas semanas atrás para propor acordo para que  parasse de falar sobre o assunto. Mas isso só revelarei em juízo. No momento, André Clemente usa amigos policiais que o blindam no claro intuito de tentar me intimidar e me calar. Tarde demais! Já passei a bola adiante para as autoridades que combatem sinais de corrupção, improbidade administrativa, omissão e peculato.

A PF, ao aprofundar as investigações, chegará à mesma conclusão que eu: com a entrada de Francisco Lopes na Secretaria de Economia do DF e seu domínio sobre a Subsecretaria de Tecnologia da Informação, transformaram a pasta numa “nova Codeplan”. É aguardar para conferir.

E caso algo de ruim me aconteça, já sabem quem terá sido o mandante. Não temo vagabundo. Tenho muitas fontes, pessoas sérias, honestas, servidores públicos que honram seus cargos e que não compactuam com sujeiras arquitetadas por comissionados amigos de corrupto que foi catapultado do INSS.

É necessário investigar a relação entre Francisco Lopes e Symball, atual mandatário da SUTIC.  Também faz-se necessário investigar o caso dos hackers que invadiram sites do GDF. A PCDF acompanhou de perto, mas mesmo assim as “consultorias” atravessaram a Cast e alguém ganhou muito dinheiro naquela ocasião.  Ocorreram contratos milionários de consultoria na época em que os sites do GDF foram invadidos.

Também é preciso investigar por que Valmir  Ferreira Gomes atua junto às empresas “paralelas”. Ele veio do STJ e acompanha Francisco há bastante tempo. Na verdade, a grande pergunta é: Por quê André Clemente protege tanto Francisco e seus amigos que continuam na Subsecretaria de TI da Secretaria e Economia do DF?

O Francisco tentou emplacar a empresa predileta dele na SEE, a Globalweb, mas para a Cast assumir, segundo fontes, Francisco ganhou alguma generosa pizza.

Aqui não deixo denúncia acabar em pizza, e confio na Justiça, no MP e em 95% da Polícia Civil do DF.

Novo escândalo a seguir que sepultará os planos e Clemente de se tornar deputado federal. Não digam que não avisei.

Fonte: donnysilva.com

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