“Nós temos o compromisso de trabalhar com o Fundo Amazônia”, diz John Kerry, após reunir-se com a ministra Marina Silva.

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Enviado Especial dos EUA para o Clima destacou que, sem proteção à Amazônia, o mundo não atingirá a meta de limitar o aquecimento global.

Um compromisso de parceria em ciência, pesquisa, combate às mudanças climáticas e de investimento dos Estados Unidos no Fundo Amazônia. Foi esse o tom da entrevista coletiva concedida pelo enviado especial dos Estados Unidos para o Clima, John Kerry, e, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em Brasília.

Nós temos o compromisso de trabalhar com o Fundo Amazônia, de trabalhar com outras entidades, de trabalhar bilateralmente nas áreas de ciência, pesquisa, desenvolvimento, novos produtos e novas possibilidades”

John Kerry, enviado especial dos Estados Unidos para o Clima

Kerry reiterou a intenção de trabalhar com o Congresso dos Estados Unidos para apoiar o Fundo Amazônia como um componente da parceria bilateral e obter apoio da comunidade internacional para a iniciativa brasileira. “Nós temos o compromisso de trabalhar com o Fundo Amazônia, de trabalhar com outras entidades, de trabalhar bilateralmente nas áreas de ciência, pesquisa, desenvolvimento, novos produtos e novas possibilidades”, declarou Kerry.

A vinda de John Kerry ao Brasil é desdobramento do encontro realizado em 10 de fevereiro, em Washington, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. A visita representa mais um passo no fortalecimento da agenda dos dois países nas questões ambientais, tendo como um dos focos principais a proteção à Floresta Amazônica.

A ministra do Meio Ambiente ressaltou que o anúncio do apoio dos Estados Unidos ao Fundo Amazônia, além da importância financeira, tem profundo significado político. “É o reconhecimento de um instrumento de aporte de recursos feito genuinamente pelo Brasil, de pagamento por emissão de CO² já realizado, que é inédito no mundo, e que os Estados Unidos estão reconhecendo como sendo capaz de efetividade, transparência e possibilidade de implementação rápida”, ressaltou Marina Silva.

Kerry destacou que o presidente Lula e o presidente Joe Biden compartilham a mesma ideia sobre o papel crucial da Floresta Amazônica no combate à mudança do clima no planeta. “Eles têm um alinhamento forte de pensamento. Vamos trabalhar juntos, não de forma bilateral apenas, mas globalmente, trazendo as pessoas à mesa”, disse.

“A realidade é que essa floresta é essencial para a estabilidade do mundo e para que possamos atingir os objetivos que foram estabelecidos há anos”, frisou John Kerry. “A Floresta Amazônica é lendária. Todos no mundo sabem e conhecem sobre a Amazônia. A não ser que a Floresta Amazônica seja protegida daqueles que a desmatam, nós não conseguiremos manter a meta de aquecimento global”, prosseguiu Kerry.

O Acordo de Paris inclui um plano de ação para limitar o aquecimento global. Entre os principais objetivos estão os esforços para manter o aumento da temperatura média mundial em um limite de 1,5 °C. Estudos apontam que um aquecimento acima deste patamar resultará em impactos climáticos cada vez mais prejudiciais para o planeta.

Foto: Ministério do Meio Ambiente

SECOM – PR

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