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Petróleo fecha em alta com ataques na Arábia Saudita e na Ucrânia

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Brent para dezembro fechou em alta de 1,84%, a US$ 106,65 o barril, e o WTI para novembro avançou 2,06%, a US$ 93,74 o barril

Preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (12), em meio à escalada de ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita e a novas hostilidades da Rússia contra alvos energéticos ucranianos.

Isso ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar um “cessar-fogo energético” entre os dois países.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 1,84% (US$ 1,93), a US$ 106,65 o barril. Já o petróleo WTI para novembro avançou 2,06% (US$ 1,89), a US$ 93,74 o barril, na Nymex.

Nesta segunda, a Arábia Saudita iniciou uma investigação para compreender como suas defesas aéreas falharam em interceptar uma série de mísseis e drones disparados pelos rebeldes Houthis do Iêmen.

Já no Leste Europeu, autoridades ucranianas alegam que a Rússia continua a atacar instalações de energiamesmo após Trump anunciar, no domingo, que os dois lados teriam concordado com um “cessar-fogo energético”.

O republicano acrescentou hoje que a União Europeia pagou US$ 250 bilhões à Rússia pela compra de energia, ao defender a decisão de Washington de fazer um acordo sobre exportações de diesel com o governo de Vladimir Putin.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou quer um acordo de paz de longo prazo, em vez de um cessar-fogo temporário.

Mais cedo, o Kremlin rejeitou a proposta de um cessar-fogo de 60 dias feita pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para permitir que seu país realizasse eleições presidenciais, afirmando que, em vez disso, buscava um acordo de paz abrangente.

Ao mesmo tempo, notícias de novos ataques de houthis na Arábia Saudita impedem um alívio maior na cotação, pressionando preços para acima de US$ 100.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que Ucrânia e Rússia concordaram com o que ele chamou de “cessar-fogo energético”.

“Com efeito imediato, está em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. As duas partes concordaram. Não o violem!”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais, sem dar mais detalhes.

Nesta segunda, porém, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de violar o cessar-fogo, após um ataque contra uma usina termelétrica na cidade ucraniana de Kharkiv.

Zelensky pediu que Washington garanta o cumprimento de qualquer acordo por Moscou.

Os mercados também acompanham o acordo dos EUA para a compra de diesel da Rússia, anunciado por Trump na sexta-feira (9) para tentar contar a alta dos preços dos combustíveis.

Segundo o presidente norte-americano, o contrato prevê fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado norte-americano e internacional.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a Rússia entregará mais 3 milhões de toneladas do combustível em um curto período, a depender das condições de suas refinarias.

Em paralelo, as grandes petrolíferas começaram a aumentar a produção de petróleo e a retornar pessoal para as plataformas offshore no Golfo do México após a passagem do furacão Isaias.

Novos ataques no Oriente Médio

No sábado (10), os rebeldes iemenitas Houthis voltaram a atacar com mísses a capital da Arábia Saudita, Riade.

A agressão deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, informou a Autoridade de Aviação Civil do reino. Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, informou a autoridade de aviação civil saudita.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou nesta segunda-feira que o país precisa dar uma resposta “igualmente séria” aos ataques recentes contra o reino. A declaração ocorre em meio à intensificação das ofensivas dos houthis, do Iêmen, que deixaram mais de 15 mortos na Arábia Saudita em duas semanas.

“Os acontecimentos das últimas semanas são sérios. Nossa resposta deve ser igualmente séria”, declarou o ministro durante a cerimônia de abertura do 25º Congresso Mundial de Energia (WPC), em Riad.

Com Reuters e CNN Internacional

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