À reportagem o TCDF informou que até o momento, o Iges-DF não se posicionou sobre as denúncias e as supostas irregularidades relacionadas aos três editais de seleção de pessoal.

Indícios de superfaturamento
No mês passado, o Iges-DF também esteve na mira de outras investigações. No dia 26 de agosto, a Polícia Civil deflagrou uma operação que investiga uma contratação, supostamente superfaturada, de empresas de radiologia e imagem pelo Iges-DF.

À época, os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em Brasília e Goiânia (GO). Um dos alvos foi a casa do secretário estadual de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino.

A suspeita é que as contratações irregulares tenham ocorrido em 2018, quando o Iges-DF se chamava Instituto Hospital de Base (IHBDF) e estava à frente apenas desta unidade de saúde.

Em 18 de agosto, o Ministério Público do DF deflagrou outra operação, dessa vez para investigar suposto superfaturamento na contratação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) pela entidade.

Um dos alvos foi o ex-secretário de Saúde do DF Francisco Araújo, que chegou a ser preso no âmbito da operação Falso Negativo, que apura fraudes na compra de testes rápidos para Covid-19. Araújo também já chefiou o Iges-DF.

Os investigadores cumpriram 61 mandados de busca e apreensão, inclusive no Hospital de Base, na Asa Sul, e na sede do Iges, na Asa Norte. A apuração apontou que as ilegalidades supostamente praticadas tiveram como consequência “altíssimas taxas de mortalidade” nos leitos de UTI administrado pelas empresas.

ara termos uma noção do que representa essa produção. De acordo com o engenheiro eletricista Victor Bitencourt, 500 MW é a potência suficiente para suprir a demanda energética média de uma cidade de cerca de 1 milhão de habitantes, de forma instantânea.

O engenheiro explicou ainda como funciona a capacidade de produção energética das usinas quando têm baixo volume de água nos reservatórios.

“Esse volume útil não muda a capacidade da usina, mas limita a geração de energia [para que o nível não abaixe a ponto de não ter mais água suficiente]. O que se faz é não gerar tudo para não descer muito [o nível da água], ou gerar de acordo com a quantidade de água que chega”, explicou o engenheiro eletricista Victor Bitencourt.

Essa “quantidade de água que chega” é chamada de afluência. Segundo a ONS, o Brasil enfrenta, atualmente, as “afluências mais baixas dos últimos 91 anos no Sistema Interligado Nacional (SIN)”.

Apesar da situação delicada, o órgão destacou que “está tomando todas as medidas técnicas e operacionais cabíveis para manter a continuidade do atendimento ao consumidor de energia elétrica no Brasil”.

A ONS mapeia e avalia as usinas que fazem parte do SIN. Além dessas unidades, segundo o próprio órgão, há geradoras menores que também comercializam energia, mas não integram o sistema, portanto não estão mapeadas pelo Operador.

“Esse período é crítico e as menores hidrelétricas acabam parando ou funcionando só parte do dia, por exemplo”, disse Victor.

A ONS oferece dados sobre o nível de reservatórios e produção de energia de dez hidrelétricas em Goiás. Confira abaixo porcentagem média da quantidade de água em cada usina em agosto e quanto cada uma gerou em MW no registro mais recente:

Usina Batalha – em Cristalina
Volume útil médio de agosto de 2021: 21,6%
Capacidade: 53 MW
Gerou em 2 de setembro: 8 MW

Usina Caçu – em Caçu
Volume útil médio de agosto de 2021: 96%
Capacidade: 65 MW
Gerou em 2 de setembro: 14 MW

Usina Corumbá – em Corumbaíba
Município de Corumbaíba
Volume útil médio de agosto de 2021: 67%
Capacidade: 375 MW
Gerou em 2 de setembro: 127 MW

Usina Corumbá 3 – em Luziânia
Volume útil médio de agosto de 2021: 88%
Capacidade: 96 MW
Gerou em 2 de setembro: 32 MW

Usina Corumbá 4 – em Luziânia
Volume útil médio de agosto de 2021: 62%
Capacidade: 127 MW
Gerou em 2 de setembro: 45 MW

Usina Espora – em Aporé
Volume útil médio de agosto de 2021: 47%
Capacidade: 32 MW
Gerou em 2 de setembro: 20 MW

Usina Itumbiara – em Itumbiara
Volume útil médio de agosto de 2021: 11%
Capacidade: 2.083 MW
Gerou em 2 de setembro: 439 MW

Usina São Simão – em São Simão
Volume útil de agosto de 2021: 20%
Capacidade: 1.710 MW
Gerou em 2 de setembro: 710 MW

Usina Serra do Facão – em Campo Alegre de Goiás
Volume útil de agosto de 2021: 24%
Capacidade: 213 MW
Gerou em 2 de setembro: 100 MW

Usina Serra da Mesa – em Minaçu
Volume útil de agosto de 2021: 27,3%
Capacidade: 1.275 MW
Gerou em 2 de setembro: 824 MW

Consequências

Para continuar suprindo a demanda de energia elétrica mesmo com as hidrelétricas gerando menos, o engenheiro eletricista Victor Bitencourt explicou que é necessário acionar usinas térmicas que também produzem energia, mas de forma mais cara.

“Nessa crise, o comitê de monitoramento elétrico precisa acionar as térmicas emergenciais, que têm um sistema a partir de diesel comum, o mesmo do caminhão. Em Goiás temos quatro dessas. O problema é que o custo é bem mais alto”, avaliou.

Um gráfico da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostra que a média do preço no Centro-Oeste é de mais de R$ 580 – o mais alto dos últimos três anos.

Solução

Questionado o engenheiro eletricista Victor Bitencourt explicou que uma das soluções é o investimento em outras fontes de energia.

A própria ONS já prevê uma mudança gradual dessa produção para os próximos anos: 

“A longo prazo, o Brasil tem evoluído imensamente. Tem aumentado o exponencial das usinas eólicas, usinas solares. […] Hoje, a expectativa é que a energia eólica represente 11% com previsão de crescer pra 13%. Em breve chegarão baterias de armazenamento, geração de hidrogênio verde. Há muita pesquisa e desenvolvimento nisso”, detalhou.

Fonte: G1.

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