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Manifestantes invadem prédio do Partido Comunista de Cuba

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Segundo jornal estatal, cinco pessoas foram presas durante os protestos contra os apagões e a escassez de alimento na ilha

O prédio do Partido Comunista de Cuba, localizado em Morón, a 460 km da capital Havana, foi invadido neste sábado (14). Manifestantes protestavam contra os prolongados apagões e a escassez de alimentos.

Invasor, um dos veículos de comunicação estatais, noticiou que cinco pessoas foram presas. “O que começou pacificamente, e após uma troca com as autoridades locais, degenerou em atos de vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido, onde um pequeno grupo de pessoas apedrejou a entrada do prédio e ateou fogo na rua usando móveis da recepção“, relatou o jornal.

O veículo também publicou uma foto de uma cerimônia pró-governo no prédio atacado, liderada por dirigentes do Partido Comunista em Morón e descrita como “um ato de reafirmação revolucionária”.

Os protestos ocorrem em um momento em que o país, de 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela abrupta suspensão das exportações de petróleo da Venezuela. Após a captura do ex-líder Nicolás Maduro, em janeiro, os Estados Unidos impuseram o embargo à ilha.

‘Muitas pessoas’

Dois moradores de Morón, que falaram à AFP por telefone sob condição de anonimato, disseram que o protesto foi massivo. “Havia muitas pessoas, elas realmente não aguentam mais”, disse um dos entrevistados, que explicou que eles têm apenas uma hora e meia de eletricidade por dia entre os apagões.

Ele acrescentou que, neste município, com aproximadamente 70.000 habitantes, “todos os hotéis, a principal fonte de emprego, permanecem fechados devido à crise de combustíveis e à queda no turismo”.

O governo cubano anunciou um pacote de medidas emergenciais que inclui o fechamento temporário de alguns hotéis e a realocação de turistas em poucas instalações.

“Uma das situações que está tendo um grande impacto é o número de pessoas que perderam seus empregos e estão praticamente sem renda”, comentou a fonte.

AFP

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