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PF deflagra nova fase da Operação Compliance Zero e tem Jaques Wagner entre os alvos

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Investigação apura supostas irregularidades envolvendo agentes públicos e interesses ligados ao Banco Master

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível atuação de agentes públicos em favor de interesses relacionados ao Banco Master. Entre os alvos da ação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, além do empresário Augusto “Guga” Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira.

Segundo a PF, a investigação busca esclarecer a existência de eventuais favorecimentos envolvendo negociações de interesse do banco. Entre os elementos reunidos pelos investigadores estão mensagens trocadas entre Wagner e Guga Lima, que fariam referência às tratativas relacionadas à venda do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília).

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, agentes federais apreenderam aproximadamente US$ 49 mil em espécie na residência do senador. O valor foi recolhido para análise e passará a integrar o conjunto de provas examinadas ao longo do inquérito.

A operação teve repercussão imediata no meio político. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou apoio ao parlamentar investigado.

“Meu apoio e minha solidariedade integral a um colega Senador da República. Eu tenho a convicção que, no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner virão à tona”, declarou Alcolumbre.

O Partido dos Trabalhadores também divulgou manifestações de apoio ao senador, ressaltando sua trajetória política e defendendo o respeito ao devido processo legal. A legenda afirmou confiar no esclarecimento dos fatos durante o andamento das investigações.

Nos bastidores, entretanto, a operação provocou preocupação entre integrantes da base governista. Fontes ligadas ao partido avaliam que a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado poderá ampliar o desgaste político caso surjam novos desdobramentos da investigação.

Embora não exista, até o momento, qualquer condenação ou denúncia formal decorrente desta fase da operação, setores do PT defendem reservadamente uma reavaliação da permanência do senador no cargo de líder do governo, como forma de reduzir impactos políticos em um período marcado pela proximidade do calendário eleitoral.

A Polícia Federal informou que continuará analisando documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação. O objetivo é verificar se houve irregularidades e identificar o eventual grau de participação dos investigados.

As defesas dos citados afirmam que irão colaborar com as autoridades e reiteram que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo do processo.

A investigação segue sob sigilo parcial e novas diligências não estão descartadas.

Da Redacao 

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