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População denuncia ao ‘NYT’ que forças armadas estão ‘atirando para matar’ no Irã

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Segundo informou dois funcionários do governo iraniano ao jornal, pelo menos 3.000 pessoas foram mortas desde o início dos protestos; a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos contabiliza 2.003 mortes até esta terça-feira (13)

A população do Irã denunciou ao jornal The New York Times que as manifestações no país estão sendo reprimidas de forma “brutal”. Os relatos são de que as forças armadas foram autorizadas a “atirar para matar”. Segundo informou dois funcionários do Ministério da Saúde iraniano ao veículo, pelo menos 3.000 pessoas foram mortas desde o início dos protestos.

De acordo com dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana, na sigla em inglês), nesta terça-feira (13) o número de mortes registrados pela organização subiu para 2.003, sendo 1.850 manifestantes, 135 integrantes do governo e forças armadas, nove civis e nove crianças que não participavam dos protestos.

No entanto, a Hrana ponderou que o número de mortos deve aumentar assim que for concluída a verificação de 770 casos. A entidade ainda informou que mais de 16.700 pessoas foram detidas.

Desde 28 de dezembro, múltiplas cidades no Irã são palco de manifestações. No início, o movimento era contra o aumento do custo de vida, mas, com o passar dos dias, os protestos passaram a contestar o regime teocrático instaurado no país depois da Revolução Iraniana, de 1979.

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