GDF prepara levantamento socioeconômico que vai mapear as famílias. Procedimento é fundamental para que a Justiça dê andamento no processo fundiário
Nos próximos dias a Comunidade de Nova Jerusalém, em Samambaia, recebe a selagem. O procedimento, a ser realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), serve para mapear socioeconomicamente as famílias que moram na região. A importância dessa ação se dá pelo fato de significar um passo fundamental para o processo de regularização fundiária do assentamento que, atualmente, abriga cerca de 800 famílias, em sua maioria, em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o líder comunitário responsável pela interlocução com o poder público Fábio Mota Dias, a equipe da Sedes já entrou em contato para que a mobilização local comece e os moradores fiquem cientes de que profissionais do GDF vão bater à porta de cada um deles em breve. “Essa gestão acolheu nossa demanda e abraçou nossa causa. A secretária Giselle Ferreira e a governadora Celina Leão foram muito solícitas e sensíveis à necessidade de uma segurança jurídica para nossa comunidade. Gestores anteriores não tiveram a mesma sensibilidade, mas agora a nossa voz foi ouvida”, comemora.
De acordo com a liderança, foram poucos dias desde o encontro com a nova gestão do GDF até a esperada ligação da Sedes para início da selagem.
Além de acelerar o processo de regularização, esse procedimento evita a expansão da ocupação e freia a especulação imobiliária. “A Justiça também é sensível ao nosso pleito e com a realização da selagem vai encaminhar muito a questão judicial”, explica Fábio Mota.
*Entenda*
A ocupação do local conhecido por Nova Jerusalém, em Samambaia, começou em 2017. Em 2019, houve uma sentença de reintegração de posse de área particular, mas o assentamento já avançava para área pública.
Em 2020, com a instalação global da pandemia da covid-19, todas as reintegrações foram prorrogadas. Com o controle da doença, em 2022, a Justiça aderiu à Portaria 828, que impede reintegrações de posse sem prévio levantamento das famílias estabelecidas no local e estabelece a necessidade de um acordo entre as partes, exatamente o caso das famílias de Nova Jerusalém.
“Já estamos cuidando dessa regularização dando o primeiro passo junto à Sedes, por meio da secretária Giselle, mas vamos continuar acompanhando de perto essa demanda”, enfatizou a governadora Celina Leão durante o Arraiá do Instituto Reciclando o Futuro, na semana passada.
Da Redação





