“Eles obviamente não querem ser atacados”, disse o republicano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã começarão na segunda-feira , depois de decidir adiar novos ataques para persuadir a República Islâmica a chegar a um acordo.
“Eles obviamente não querem ser atacados. Sabiam a dimensão do ataque porque o viram sendo preparado”, disse Trump a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One.
“Agora, o que estamos fazendo é conversar com eles por meio de negociações. Isso começa amanhã à tarde”, afirmou, sem fornecer detalhes sobre o local do encontro nem sobre quem participará das conversas.
No sábado, o republicano retirou as ameaças de realizar um ataque maciço contra o Irã, que, segundo ele, teria sido o maior desde a Segunda Guerra Mundial. Trump afirmou que a estrutura de um acordo já estava definida.
Nos comentários feitos neste domingo, ao explicar sua decisão, Trump disse que tanto o Irã quanto Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar – os três parceiros dos Estados Unidos na região – pediram que ele adiasse os ataques.
“Quando os aliados pedem que você cancele, você tem de dizer algo como: ‘Bem, vamos ver’. E a razão pela qual eles pedem isso é porque acreditam que há um acordo”, afirmou.
“Há um acordo sobre (o Estreito de Ormuz) e haverá um acordo na questão nuclear, ou, se preferirem, na desnuclearização do Irã”, acrescentou.
“Teria levado muitos e muitos anos para reconstruir tudo, se isso sequer fosse possível, e eu não acredito que fosse possível reconstruir”, afirmou, referindo-se à dimensão dos ataques que havia considerado realizar.
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, embora meses de diplomacia intermitente tenham levado a períodos de relativa calmaria.
Um acordo anterior de cessar-fogo, que incluía a reabertura do estreito de Ormuz – rota estratégica para o transporte de petróleo -, fracassou. Desde então, o Irã reforçou seu controle sobre a passagem marítima e os dois países retomaram os ataques mútuos.
AFP





