Para descobrir qual foi o impacto do início da pandemia da COVID-19 nas atividades humanas diárias, cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de fibra óptica para o monitoramento, que usa sensores subterrâneos para captar sinais sonoros.

Tieyuan Zhu, professor assistente de geociência da Universidade da Pensilvânia, diz que os dados de passos desapareceram e só foram recuperados quando as empresas reabriram no final de maio. Já no tráfego de automóveis, o padrão somente diminuiu para então se recuperar. “Isso pode nos dar dicas de que as pessoas estavam trabalhando remotamente e dirigiam quando precisavam sair para fazer coisas, como comprar mantimentos”, diz.

Os cientistas usaram ainda sensores sísmicos e dados de mobilidade do Google, ainda que os resultados obtidos pela tecnologia da rede de fibra óptica tenham uma resolução maior. “Com os dados de mobilidade do Google, ficamos limitados a procurar por um ponto de dados para todo o condado. Com a nossa rede de alta densidade, podemos entender a variação de um ruído de uma quadra para a outra”, pontua Zhu.

O estudo foi possível com a exploração de vários quilômetros de cabos de fibra óptica dos arredores, sendo aquelas encontradas com frequência para fornecer serviços de internet e telefonia para casas e empresas. Então, com a tecnologia de sistema de distribuição acústica, os pesquisadores enviaram lasers por dentro de uma das fibras de vidro que estavam dentro dos cabos, mostrando as mudanças provocadas pela pressão da energia do solo.

Fonte: Canal Tech

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